Seu animal está protegido

do Aedes Aegypt?

Seu animal de estimação não corre riscos de contrair dengue, zika e chikungunya,

mas o Aedes aegypt pode infectá-lo com a dirofilariose.

Mesmo que imunes às doenças dos humanos, os cães e gatos podem ficar seriamente doentes com a picada do Aedes aegypt. “O mosquito também se alimenta do sangue de animais, o que causa incômodo e dermatites. E, mais grave ainda, ele é hospedeiro de parasitas que transmitem outras doenças, como a Dirofilaria immitis, responsável pela dirofilariose canina e felina”, explica o médico-veterinário Dr. Vitor Márcio Ribeiro, diretor-técnico do Visiovet.

A doença, popularmente conhecida como “verme do coração”, tem maior incidência em regiões litorâneas. Ao picar o animal, o mosquito transfere para seu organismo os parasitas, que podem atingir, quando adultos, 20 centímetros de comprimento. Eles chegam ao coração através da corrente sanguínea e causam no cão e gatos insuficiência cardíaca congestiva e severas reações alérgicas, respectivamente.

Prevenção

A prevenção é feita por meio de controle do mosquito (com os mesmos métodos usados para combater dengue, zika e chikungunya), uso de inseticidas nos cães e gatos para protegê-los das picadas e também pela administração de medicamentos de uso regular, que matam as larvas logo após serem inoculadas pelos mosquitos. “Os donos devem ficar atentos aos seus animais, principalmente àqueles que vão com frequência para o litoral, nas férias de verão. O médico veterinário deve ser consultado pois será capaz de orientar os tutores sobre as medicações preventivas”, acrescenta Dr. Vitor.

Sintomas

Os sintomas nos cães costumam aparecer já na fase avançada da doença, entre eles cansaço excessivo, dificuldade de locomoção e tosse sem motivo aparente. O diagnóstico é feito por exames laboratoriais e que identificam alterações cardíacas, como o eletrocardiograma, que registra a atividade elétrica do coração, e o ecodoplercardiograma, exame de imagem que fornece informações sobre anatomia, morfologia e funcionamento do órgão. Nos gatos a dirofilariose pode causar uma síndrome respiratória aguda e, as vezes, fatal.

“O diagnóstico da dirofilariose se dá através de exames laboratoriais e pela análise do padrão cardiológico do cachorro. O animal pode apresentar insuficiência cardíaca e até ir à óbito caso a doença não seja descoberta a tempo.”
Dr. Vitor Márcio Ribeiro, diretor-técnico do Visiovet.

Tratamento

O tratamento é diferente para cada animal. Os cachorros precisam de assistência hospitalar, com o objetivo de matar as larvas. Já os gatos devem fazer acompanhamento, uma vez que não é possível matar os parasitas sem arriscar a vida do animal.

Veja abaixo como funciona o ciclo biológico da Dirofilariose Canina