Mais comum em animais de meia idade, a disfunção acomete principalmente raças com o eixo dos ossos longos torcidos e encurtados, como a Dachshund. Entenda as causas, os sintomas e a melhor maneira de conduzir o tratamento.

  • Das afecções neurológicas que acometem os cães, a hérnia de disco é, possivelmente, a mais frequente. Assim como nos humanos, a coluna vertebral dos animais é feita de pequenos ossos, chamados de vértebras, que rodeiam e protegem a medula. As vértebras, por sua vez, estão ligadas entre si por discos intervertebrais: o anel fibroso que circunda o núcleo pulposo, que assume a forma de um gel. Quando a parte superior do anel se rompe, o material amolecido entra na coluna vertebral e comprime a medula espinhal.

 

  • A maioria das pessoas tem a impressão de que a hérnia é causada por um tombo ou em consequência de uma pancada, mas ela é geralmente motivada por um processo degenerativo do disco. Os sinais à primeira vista são claros, embora variem, dependendo da gravidade da lesão. Alguns cães começam a apresentar dificuldades para andar, outros sentem muita dor ao fazê-lo e, por último, têm aqueles que param absolutamente de se mover, de forma aguda.
Os sinais à primeira vista são claros, embora variem, dependendo da gravidade da lesão. Alguns cães começam a apresentar dificuldades para andar, outros sentem muita dor ao fazê-lo e, por último, têm aqueles que param absolutamente de se mover, de forma aguda.
Vitor Márcio Ribeiro, diretor técnico da Visiovet
  • A enfermidade é mais comum em cães de meia idade (entre 3 e 7 anos) e acomete, principalmente, raças com o eixo dos ossos longos torcidos e encurtados, como Dachshund, Poodle, Pequinês, Lhasa Apso, Pastor Alemão, Doberman e Cocker Spaniel.
  • Depois do exame físico realizado pelo veterinário neurologista – que vai determinar qual região precisa, de fato, ser examinada –, uma das ferramentas mais avançada para o diagnóstico é a Tomografia Computadorizada (TC), cuja visualização é superior às radiografias tradicionais. Por meio dela os especialistas conseguem localizar precisamente, com qualidade de imagem, o ponto da medula espinhal onde ocorreu a lesão.

 

  • Uma vez encaminhado pelo veterinário, o animal passa por uma avaliação antes de ser submetido à anestesia e, com o farol verde, dá início ao exame, que dura de 20 a 30 minutos. Quando as lesões são muito evidentes, o laudo é fornecido na hora, o que propicia ao cirurgião a possibilidade de intervir imediatamente.

 

  • Boa parte das vezes o pet consegue recuperar-se. Outros recobram a locomoção parcialmente. Existem, também, aqueles que não se reabilitam e precisam usar cadeira de rodas para o resto da vida, o que hoje é comum no universo canino. Independente do tipo de lesão ou do tratamento, o importante é ficar sempre atento à saúde do seu animal e, ao menor sinal de doença, explorar os mais avançados recursos para que ele possa ter um bom tratamento e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida.